Muita gente acha que precisa nascer criativo para conseguir ter boas ideias, mas na verdade usando técnicas interessantes você poderá gerar muitas ideias e começar a acreditar no seu potencial criativo. Todos somos criativos, mas nem sempre a ideia genial chega com facilidade, nessas horas é importante recorrer para as técnicas ou metodologias que dão uma forcinha para desbloquear a criatividade.

Hoje vou apresentar para vocês uma técnica chamada ‘Os seis chapéus do Pensamento’, é um processo muito simples e que funciona não só para gerar ideias mas também para priorizar e escolher as melhores.

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O criador é um psicólogo da universidade de Oxford e estudou muito o universo do pensamento, princialmente o lateral que nada mais é do  que ver uma questão sob um ponto de vista não convencional ou diferente.

A metodologia dos chapéus serve exatamente para ver um problema sob diversas óticas, averiguando os pontos positivos, negativos, riscos e melhorias. Cada chapéu recebe uma cor que representa um tipo de pensamento e o objetivo  é que o chapéu seja usado simbolicamente em momentos diversos para pensar de determinada forma em cada momento do processo.

Os chapéus são:

  • Branco: chapéu neutro, que se baseia em fatos e números.
  • Vermelho: chapéu da intuição e do subjetivo.
  • Preto: chapéu dos riscos, pontos negativos e ameaças.
  • Amarelo: chapéu otimista e positivo.
  • Verde: chapéu criativo e de gerar ideias.
  • Azul: chapéu da organização e calma.

E agora, como aplica a metodologia?

Nos workshops que fazemos nós começamos sempre com um problema, que no caso sempre é um dos desafios que temos no site. Partindo do que temos que resolver, usamos o chapéu branco para coletar informações, que é principalmente o que está no briefing, mas é importante buscar outras fontes de informação.

Depois de entender um pouco mais sobre o problema/desafio nós usamos chapéu verde e geramos o maior número possível de ideias para solucionar o problema.

Com as muitas ideias que geramos, colocamos o chapéu amarelo e preto em cada uma delas, verificando os pontos positivos e negativos de cada uma. É importante usar o chapéu separadamente para manter a linha de pensamento fixa nos pontos positivos e/ou negativos, um de cada vez.

Quando identificamos os pontos positivos e negativos, colocamos  o chapéu verde de novo, melhoramos as ideias considerando a análise do chapéu amarelo e preto e aí colocamos o chapéu vermelho para escolher as melhores.

Após realizar o filtro, ficando apenas com 2 ou 3 ideias, usamos novamente o chapéu verde para melhorar as ideias restantes e mais uma vez usamos o vermelho para fazer a escolha final.

Com a ideia eleita, colocamos o chapéu azul para aprofundar a ideia, desenhar e assim poder apresentar para alguém, no caso, enviar para o site e ser avaliado pelas empresas que lançam desafios.

Vamos recapitular os passos:

  1. Chapéu branco: coleta de informações e entendimento do desafio.
  2. Chapéu verde: gerar ideias para resolver o problema.
  3. Chapéu amarelo: ver os pontos positivos de cada ideia.
  4. Chapéu preto: ver os pontos negativos de cada ideia.
  5. Chapéu verde: melhorar as ideias com base nas informações geradas pelo chapéu preto e amarelo.
  6. Chapéu vermelho: escolher as melhores (2 ou 3)
  7. Chapéu verde: melhorar as ideias escolhidas
  8. Chapéu vermelho: escolher a melhor ideia.
  9. Chapéu azul: organizar e aprofundar a ideia.

Viu como é simples?

O interessante do uso dessa metodologia é principalmente desapegar da ideia. Muitas vezes quando criamos algo, achamos que é a melhor coisa do mundo e não vemos se há algo errado com ela.  Aplicando essa técnica você poderá identificar pontos negativos para melhorar e torná-la mais viável.

Você pode usar essa metodologia em grupo ou sozinho, para problemas profissionais ou pessoais, ela sempre ajuda.

Abraços,

Rita Oliveira