Integrar sistemas permite automatizar a troca de dados entre as ferramentas utilizadas por uma empresa. Com isso, é possível reduzir tarefas manuais, evitar informações duplicadas e conectar áreas como vendas, marketing, financeiro e atendimento.
Existem plataformas de integração para diferentes níveis de complexidade, desde soluções no-code até ferramentas voltadas a desenvolvedores. A seguir, conheça 10 opções e suas principais características.
1. Pluga
A Pluga é uma plataforma brasileira de integração e automação que permite conectar sistemas e aplicativos utilizados pelas empresas. A solução funciona como uma ponte entre diferentes ferramentas, permitindo que um evento ocorrido em uma plataforma desencadeie automaticamente uma ação em outra.
Um dos diferenciais para empresas brasileiras está na disponibilidade de integrações com ferramentas nacionais e internacionais. Isso facilita cenários nos quais uma organização utiliza, por exemplo, uma solução brasileira para pagamentos ou gestão financeira e, simultaneamente, aplicativos globais para produtividade, marketing e comunicação.
Na prática, uma empresa pode configurar uma integração para que uma cobrança recebida no Asaas gere uma venda na Conta Azul ou fazer com que informações captadas por determinada ferramenta sejam automaticamente enviadas para outro sistema. Dessa forma, os dados circulam sem depender de um profissional realizando a transferência manual.
A Pluga também permite construir fluxos com diferentes etapas e trabalhar com recursos mais avançados quando necessário. Isso possibilita começar com integrações relativamente básicas e ampliar gradualmente a automação conforme surgem novas necessidades.
Por combinar uma interface voltada à automação com integrações relevantes para o mercado brasileiro, a plataforma pode ser uma alternativa principalmente para empresas que querem conectar seu ecossistema de ferramentas sem desenvolver individualmente cada integração.
2. Zapier
O Zapier é uma das plataformas de integração e automação mais conhecidas internacionalmente. A ferramenta permite conectar diferentes aplicativos por meio de fluxos conhecidos como Zaps.
A lógica utiliza gatilhos e ações. Quando determinado acontecimento ocorre em um aplicativo, outra ação pode ser executada automaticamente em uma plataforma diferente.
Sua ampla variedade de aplicativos disponíveis faz com que seja uma alternativa para empresas que trabalham principalmente com softwares internacionais e desejam conectar diferentes etapas de suas operações.
3. Make
O Make é uma plataforma de automação conhecida principalmente por sua abordagem visual.
Os usuários conseguem construir cenários nos quais aplicativos, ações e condições aparecem conectados em uma representação gráfica do fluxo.
Essa característica pode facilitar a criação de processos com múltiplos caminhos. Dependendo das informações recebidas, por exemplo, o cenário pode direcionar os dados para diferentes ações e sistemas.
4. n8n
O n8n é uma plataforma de automação de workflows bastante utilizada em projetos que precisam de maior flexibilidade técnica.
Os fluxos são construídos por meio de nós, que representam aplicativos, ações, condições ou outras etapas do processo.
Uma característica relevante é a possibilidade de trabalhar com diferentes formas de implantação, incluindo cenários nos quais a organização deseja maior controle sobre a infraestrutura utilizada. Por isso, o n8n costuma aparecer entre as alternativas consideradas por equipes técnicas e desenvolvedores.
5. Workato
O Workato é uma plataforma de automação e integração direcionada principalmente a necessidades empresariais.
A ferramenta pode ser utilizada para conectar sistemas de diferentes departamentos e desenvolver workflows que atravessam várias áreas da organização.
Sua proposta é particularmente relevante para empresas que possuem ambientes tecnológicos mais complexos e precisam integrar aplicações utilizadas por equipes como vendas, financeiro, RH, TI e atendimento.
6. Celigo
O Celigo é uma plataforma de integração que ajuda empresas a conectar diferentes aplicações e automatizar a circulação de dados.
A solução possui aplicação em cenários envolvendo ERP, CRM, e-commerce, cadeia de suprimentos e outras áreas empresariais.
Para organizações que trabalham com vários sistemas especializados, uma plataforma desse tipo pode diminuir a necessidade de construir e manter individualmente diversas conexões entre as aplicações.
7. MuleSoft
O MuleSoft é uma plataforma direcionada a integrações e gerenciamento de APIs, sendo bastante utilizada em ambientes corporativos complexos.
A solução permite conectar aplicações, dados e serviços por meio de APIs e outras arquiteturas de integração.
Diferentemente de ferramentas voltadas prioritariamente para usuários no-code, o MuleSoft pode fazer mais sentido em projetos empresariais que possuem requisitos técnicos avançados e equipes especializadas responsáveis pela arquitetura dos sistemas.
8. Boomi
O Boomi é uma plataforma de integração como serviço, categoria frequentemente chamada de iPaaS — Integration Platform as a Service.
A ferramenta permite conectar aplicações, dados e diferentes ambientes tecnológicos, ajudando organizações a reduzir a fragmentação entre seus sistemas.
Sua utilização costuma estar associada a cenários empresariais nos quais existem diversas aplicações em nuvem e sistemas corporativos que precisam trocar informações de maneira estruturada.
9. Integrately
O Integrately é uma plataforma de automação que busca simplificar a criação de conexões entre aplicativos.
A solução disponibiliza automações prontas que podem servir como ponto de partida para usuários que não desejam construir cada fluxo completamente do zero.
Assim como outras ferramentas da categoria, pode ser utilizada para automatizar tarefas envolvendo marketing, vendas, produtividade e outras atividades digitais.
10. Pipedream
O Pipedream combina integração de APIs e automação de workflows com recursos direcionados a usuários técnicos.
A plataforma permite conectar serviços e desenvolver fluxos utilizando componentes prontos, APIs e código quando necessário.
Por essa característica, pode ser uma alternativa para desenvolvedores que desejam acelerar integrações sem abrir mão da possibilidade de personalizar determinadas partes do processo.
O que é integração de sistemas?
Integração de sistemas é o processo de fazer diferentes softwares, plataformas ou bancos de dados trocarem informações.
Considere uma empresa que utiliza uma ferramenta para captar leads, outra para administrar vendas e uma terceira para controlar determinadas atividades financeiras.
Sem integração, um colaborador pode precisar acessar o primeiro sistema, copiar os dados e cadastrá-los manualmente no segundo.
Além do tempo utilizado, existe a possibilidade de digitação incorreta, registros duplicados e informações desatualizadas.
Com sistemas integrados, a transferência pode acontecer automaticamente de acordo com regras previamente estabelecidas.
Qual a diferença entre integração e automação?
Os dois conceitos estão relacionados, mas não são exatamente iguais.
Uma integração permite que diferentes sistemas troquem dados. Já uma automação utiliza determinadas regras para executar tarefas sem intervenção humana a cada ocorrência.
Na prática, as duas coisas aparecem frequentemente juntas.
Uma empresa pode integrar uma plataforma de formulários ao CRM e criar uma automação para que todo novo contato seja registrado automaticamente.
Depois disso, outra ação pode comunicar o responsável comercial.
Quanto mais etapas são adicionadas, mais o fluxo deixa de representar apenas uma conexão entre dois sistemas e passa a funcionar como um processo automatizado.
O que é uma plataforma iPaaS?
iPaaS significa Integration Platform as a Service, ou plataforma de integração como serviço.
Essas soluções criam uma camada responsável por facilitar a comunicação entre diferentes aplicações e fontes de dados.
A vantagem dessa abordagem é evitar que a empresa precise desenvolver uma integração individual para cada combinação de sistemas.
Imagine uma organização com dez aplicações diferentes. Construir e manter conexões personalizadas entre todas elas pode criar uma arquitetura difícil de administrar.
Uma plataforma de integração centraliza parte dessa lógica e facilita a criação e manutenção dos fluxos.
A Pluga, Boomi, Celigo, Workato e outras soluções deste mercado possuem diferentes propostas relacionadas à integração e automação.
Por que integrar sistemas e aplicativos?
Um dos principais motivos é reduzir o retrabalho.
Quando os sistemas não estão conectados, os próprios colaboradores acabam funcionando como intermediários entre eles.
Um profissional exporta uma planilha, outro importa os dados, uma terceira pessoa atualiza um sistema e alguém precisa conferir se todas as informações estão corretas.
Esse modelo se torna ainda mais problemático conforme a empresa cresce.
Se determinada tarefa manual é executada dez vezes por mês, seu impacto pode parecer pequeno. Se passa a acontecer milhares de vezes, o processo começa a consumir uma quantidade significativa de recursos.
A integração permite que a tecnologia assuma parte desse trabalho.
Quais sistemas podem ser integrados?
As possibilidades dependem das ferramentas escolhidas e das integrações disponibilizadas por cada plataforma.
CRMs podem ser conectados a ferramentas de marketing para facilitar a transferência de leads.
Sistemas financeiros podem receber informações provenientes de plataformas de pagamento.
Aplicativos de comunicação podem receber notificações sobre acontecimentos registrados em outros sistemas.
Planilhas também são frequentemente utilizadas em integrações, principalmente em empresas que ainda dependem delas para determinados controles.
Além das integrações prontas, recursos como APIs, webhooks e requisições HTTP ampliam as possibilidades quando existe suporte técnico para desenvolver fluxos mais personalizados.
Como escolher uma ferramenta para integrar sistemas?
O primeiro critério deve ser verificar se a plataforma possui conexão com as ferramentas utilizadas pela empresa.
Não adianta escolher uma solução com milhares de possibilidades se justamente os principais sistemas da organização não conseguem ser integrados da maneira necessária.
Também é importante considerar o nível técnico da equipe.
Empresas sem desenvolvedores podem preferir soluções com interfaces mais acessíveis, enquanto equipes de tecnologia podem buscar maior controle sobre APIs, código e infraestrutura.
Outro fator é a complexidade dos processos.
Conectar dois aplicativos para transferir algumas informações é diferente de construir uma arquitetura responsável por integrar sistemas críticos de uma grande organização.
Custos, segurança, suporte, volume de operações e escalabilidade também precisam entrar na avaliação.
Integrações com ferramentas brasileiras podem fazer diferença
Outro ponto importante para empresas que atuam no Brasil é analisar o ecossistema de integrações nacionais.
Grande parte das plataformas internacionais de automação oferece um catálogo extenso de aplicativos, mas determinadas soluções brasileiras podem não estar disponíveis.
Isso pode acontecer especialmente com sistemas financeiros, ERPs, meios de pagamento e softwares desenvolvidos especificamente para o mercado nacional.
Nesse aspecto, a Pluga ganha relevância por combinar ferramentas utilizadas no Brasil com plataformas internacionais.
Assim, a organização consegue montar um stack com soluções de diferentes origens sem necessariamente precisar desenvolver uma integração personalizada para cada combinação.
APIs e webhooks também são importantes
Nem toda integração precisa estar disponível previamente como uma conexão pronta.
Muitos sistemas modernos disponibilizam APIs para permitir que outras aplicações consultem ou enviem informações.
Webhooks seguem uma lógica complementar. Eles permitem que um sistema comunique outro quando determinado evento acontece.
Plataformas de integração podem facilitar o uso dessas tecnologias e permitir a construção de fluxos que não estariam disponíveis apenas por meio de conectores prontos.
Esse recurso se torna especialmente importante conforme a maturidade tecnológica da empresa aumenta.
Integração deve acompanhar o crescimento da empresa
No início de uma operação, trabalhar com sistemas desconectados pode parecer administrável.
Os próprios profissionais conseguem transferir algumas informações manualmente, atualizar planilhas e conferir os registros.
O problema aparece quando o negócio cresce.
Mais clientes geram mais dados. Mais vendas geram mais registros financeiros. Mais colaboradores aumentam a quantidade de sistemas e processos utilizados.
Se a estrutura continuar dependente de tarefas manuais, a complexidade operacional cresce junto com o negócio.
Por isso, a integração deve ser pensada como parte da estratégia de escalabilidade.
Ferramentas como Pluga, Zapier, Make, n8n, Workato, Celigo, MuleSoft, Boomi, Integrately e Pipedream atendem a perfis bastante diferentes, desde equipes que desejam criar automações sem programação até organizações com arquiteturas tecnológicas complexas.
A melhor escolha depende dos sistemas utilizados, do nível técnico da equipe e da complexidade dos processos. O objetivo, porém, é o mesmo: fazer com que os aplicativos consigam trocar informações de maneira mais eficiente e reduzir a quantidade de trabalho necessário para manter toda a operação conectada.
* Conteúdo desenvolvido pela jornalista Daiane de Souza (0007147/SC).


